21 março 2007

A marcha


Buscamos amor do próximo e precisamos de nos amar primeiro.
Precisamos de reconhecer, aceitar, estimar, a nós próprios para redescobrirmos que as diferenças, não são anomalias, são naturais, somos diferentes manifestações divinas, na essência somos todos iguais.

Os elefantes não partilham a casa com os ratos pois a sua diferente natureza traria desconforto a ambos. Não comem a mesma coisa, tem diferentes actividades, e o rato correria frequentemente risco de vida. Mas nisto não consiste qualquer problema, observamos estes factos e consideramos perfeitamente normal. Diferentes espécies convivem e ajudam-se entre si, para nós trata-se do ciclo natural, nem questionamos. No entanto ocasionalmente sentimo-nos mal em determinado ambiente sentimo-nos feios e/ó diferentes, desadaptados. Não nos amamos o suficiente para aceitar que toda aquela inadequação, não trata, de sermos imperfeitos, nem nós nem os outros. Somos por e simplesmente diferentes. Quando nos amamos saímos naturalmente em busca da nossa prol, deixamos de lado o sentimento de vítima, daqueles com quem nos cruzamos, tirando até partido dos ensinamentos desse mesmo encontro.

Sexualisamos os relacionamentos, deixamo-nos invadir por sentimentos de mera posse, propriedade e perde-se o encanto de sermos companheiros, de gozarmos com espontaneidade uma dádiva sagrada.

Sentimo-nos mal amados e tão-somente amamos de diferentes maneiras.

Um dia aprenderemos a amar o amor, amaremos para além de amar, e deixaremos de esperar o que quer que seja em troca.

SOMOS AMOR


5 comentários:

António Rosa disse...

Parabéns. Do melhor que te vi escrever.

Enquanto não cuidarmos de nós próprios, enquanto não decidirmos que a prioridade nesta vida está no nosso corpo físico e não nos apegos a que nos habituamos, não achegaremos a lado algum.

E cuidar de nós passa tão simplesmente por termos a intuição de sentir o corpo físisco que temos.

Se me falta o ar por 1 segundo. Se sinto o latejar de um músculo, se não cuido de mim, então que faço aqui?

Aprendemos e vivemos na prática de respeitarmos os nossos corpos extra-físicos; fazemos todas as meditações que aprendemos; fazemos discursos interessantes sobre o silêncio a que nos devemos remeter. E ninguém nos ensina como cuidar de nós.

E cuidar de nós NÃO É ir a correr à loja e comprar a blusa bonita ou outra manifestação da personalidade (dito ego).

Tudo isso faz falta, mas não são essas coisas que nos trazem a auto-estima e o amor-próprio que tanto necessitamos para podermos prosseguir viagem.

Nas minhas consultas (e tu também) deparei-me frequentemente com pessoas que dizem cuidarem-se muito. Cuidam da sua personalidade. Não escuitam o seu corpo.

Dei por mim há uns anos a rejeitar a carne e o álcool. Foi um processo gradual em que não intervim directamente.

Nesta fase da minha vida, sinto que o que me apetece comer é muita fruta, sobretudo em forma de salada , além de torradas. Nem percebo porquê. Mas estou a aseguir esse pedido do corpo.

Uma amiga minha disse-me uma coisa qque me perturbou, pois nunca olhara a questão dessa maneira:

Minha querida Magda, porque somos pioneiros de uma "ideia", somos submetidos a maiores exigências pelo outro lado do véu.

Vamos ver como termina este processo.

Um beijo. Adorei o teu texto.

António

voyeur disse...

Incrivel Magda.. de uma lucidez perfeita e avassaladora, de tão congruente, de tão verdadeira..

Fiz um texto parecido, mas a mensagem perdeu-se.. bem hajas por seres quem és. Esta lição é uma dádiva que não se perderá, decerto.

Parabéns.

Om-Lumen disse...

A mensagem é de marcha rumo ao amor incondicional. Vibração libertadora que reagrupa pontos de luz num profundo respirar consciente de amor à vida.

No coração do ser, bem profundo, a vibração da luz inspira a sua marcha... assim vamos indo.

Um abraço amigo.

Om-Lumen

Magda Moita disse...

António
Obrigado pelo teu belíssimo comentário. Pela importância extrema do teu conteúdo resolvi torna-lo um post.

Vamos ver como termina este processo, aguardemos agindo.

AMOR em ACÇÃO.

Beijinho grande Mestre

Magda


Voyeur,

Para os mais atentos de certo que a mensagem do teu texto não se perdeu.

No outro dia observava um homem que quase destruía uma daquelas máquinas com uma tenaz para apanhar brindes. Demorei no Café cerca de 20 minutos se tanto, e ele terá colocado uma moeda por minuto, aproximadamente, enquanto bebia minis com o mesmo fulgor. A luta por vencer a máquina era cansativa e barulhenta, arrastava o aparelho, inclinava-o, enfim uma luta terrível.
Por fim ironias do destino sacou uma máquina de calcular, será que terá feito as contas ao dinheiro que gastou? Não faço ideia.
O que verdadeiramente é perturbador é a forma como os seres humanos preenchem o vazio das suas vidas. Mais erudito, mais campónio, mais letrado menos informado, um bando de patinhos feios, pavoneando as suas lindas cascas na cabeça.
Destruindo-se, abstraindo-se, de si, da sua alma do seu corpo.
Para os que retiraram a casca mesmo que de vez em quando esta lição, permanecerá.

Um abraço cósmico

Magda


Om-Lumen

Inspiremos profundamente esta vibração da luz, amemos a vida.

Um abraço amigo,
Companheiro de marcha,
Fica bem

Magda

盧廣仲vicent disse...

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