11 março 2007

Banho de Som


O som é o que mais depressa chega à nossa alma.
As vezes basta um compasso, e imediatamente nos lembramos da totalidade da música.

Recordamos um período da nossa vida, um acontecimento uma vivência.

Se nos concentrarmos conseguimos inclusivamente que uma música inteira ressoe na nossa mente sem que a estejamos de facto a ouvir.
Som é vibração, variação rápida da onda de pressão num meio, o que ouvimos é a sensação produzida no ouvido pelas vibrações dos corpos sonoros, mas sabemos que mesmo os sons por nos inaudíveis atingem as nossas células, modificam a estrutura dos nossos atmos.

Um som abrupto deixa-nos profundamente desconcertados, uma simples música altera o nosso humor.

Não me vou alongar mais em explicações sobre um tema por demais debatido e explicado nos nossos dias. O som modifica a estrutura molecular da água e o nosso corpo é constituído por 70% de água.

Tive a oportunidade de estar presente numa secção de banho de som, facilitada por Paulo Raposo, foi uma experiência singular, seguido de um extraordinário estado de paz, relaxamento. A imagem que encontro mais próxima para descrever o que senti é como se no final da secção eu flutuasse a três metros de distância do chão, sem gravidade.

Foi um excelente presente que dei ao meu corpo e a minha alma.

4 comentários:

Fallen Angel disse...

Tenho presente na memória um banho de som único...

Guitarras, pandeiretas, fogueiras e gemidos.. era um dos dias de festa de um casamento cigano que observei ao longe, sem coragem de me aproximar. Não por receio... ou melhor, por receio sim. De quebrar a magia.

( Não sendo o teu banho de som.. foi o meu..)

Beijinhos.

Likas disse...

Realmente há determinados sons que nos levam a locais e ocasiões distantes e nos despertam emoções.
Umas vezes trazem-nos à memória boas recordações, outras nem por isso.
Por ter passado dias angustiantes com o meu filhote em internamento na pediatria, o som do telefone de lá e o som da porta que rangia ficou-me na memória. Já passaram 12 anos e sempre que ouço um telefone tocar com o mesmo toque daquele e uma parta que faça o mesmo barulho, sinto um aperto no peito.

Com os cheiros passam-se exactamente as mesmas sensações.

Uma boa semana e... Kissekes

A Mónada disse...

Banho de sons... De facto uma taça tibetana pode levar-nos a uma vibração bem elevada.

Tal como o som de uma música, ou dum poema, duma imagem, ou de uma acção que observámos sem julgar, objectar ou sequer criticar.

Este teu post fez-me vibrar pois comecei por quase ouvir o som da taça e depois de ler o post terminei com o sentir da água daquele banho...

Fica esta vibração aqui partilhada ctg.

Fica bem.

Magda Moita disse...

Fallen Angel

A tua proposta de banho de som agradou-me profundamente. Os rituais ciganos são muito fortes. Os sons, as cores e os odores do fogo, da terra mexem com a nossa Kundalini.

Beijinhos

Olá Likas!

Partilho da mesmíssima opinião, quer em relação ás memórias auditivas, quer olfactivas.
Eu chego a reconhecer se uma pessoa esteve em determinado lugar, pela percepção do seu cheiro.

As vezes basta um pequenino fragmento de uma frase musical para que todo o meu corpo estremeça, para que o estômago se ressinta, e o peito se aperte, ou pela positiva o coração dispare, ao ponto de acharmos que alguém pode ouvir o nosso batimento.

Uma boa semana também para ti.

Beijinhos

A Mónada

Não julgar, não objectar ou sequer criticar, só por si, conduz-nos a uma vibração bem elevada. A arte é um excelente catalisador, para atingir estes níveis de vibração.
As vezes ao ler um texto, reverbera-mos com a ressonância do ser que as escreveu. Aquela voz materializa-se naquele momento, quase que o ser adquire forma à nossa frente.
Se um dia, o chegamos de facto a conhecer, é uma experiência muito gratificante. Sentir de perto aquela energia e o nosso coração ressoar com aquela vibração... ;)

“Abreijos” luminosos e fica bem.