12 maio 2009

Eufemismo(s) por Ana Cristina Corrêa Mendes

fazer amor, uma expressão que oiço de vez em quando e me faz sempre (so)rrir; longe vai o tempo em que hesitava na hora de a usar, há medida que fui pensando, vivendo, experimentando deixei de ter dúvidas e não a uso a como um eufemismo para falar de sexo. Sexo não é pecaminoso, quem o pensa poderá ser e o amor não se faz dá-se e, se eu estiver a dar um abraço por sinto amor estou a fazer amor! Independentemente do género e idade, já que o amor acontece de várias formas. Adiante, somos crescidos e seres sexuais, pensamos em, imaginamos e praticamos. Quem não o faz ou não sente desejo de, terá que considerar que uma importante parte energética está bloqueada e sobre isso reflectir, o porquê essa supressão de algo intrínseco à condição humana, o porquê da negação e para onde está canalizada aquela energia.

Quando num horóscopo procuramos indicações sobre o perfil sexual, olhamos para a 5ª Casa a da expressão amorosa, para a 8ª Casa onde nos fundimos com os outros quando deixamos os jogos de domínio e controle e para a 7ª a das parcerias, o que procuramos nestas.
Por vezes estas 3 áreas estão em tensão, indicador de que esta parte da vida da pessoa a irá obrigar a algum crescimento e desenvolvimento. Estas indicações provavelmente encontrarão eco pelas condições da Lua ou da Vénus ou de Marte, da 3ª Casa, etc. Quero dizer que estas análises não podem ser compartimentadas e dissociadas, há sempre um fio condutor, nós todos somos assim mas.... O sexo faz parte da vida de todos; a sua supressão está muitas vezes com uma não aceitação do próprio. A 5ª Casa faz uma quadratura natural com a 2ª Casa, portanto activando a dinâmica de nos darmos amorosamente e aqui todos sabemos como uns se dão mais facilmente do que outros, uns necessitam sentir-se em chão firme, outros necessitarão liberdade, outros protegem-se, enfim as nuances são muitas, o certo é que todos desejamos ser apreciados, o quanto a verificar na 11ª a Casa oposta. Esta forma dinâmica e individual de nos darmos está sempre condicionada pela auto-estima, ou seja o quanto e em que medida nos valorizamos e o quanto nos sentimos confortáveis na fusão com os outros onde seremos valorizados a 8ª Casa, oposta. Quando nos despimos e nos fundimos, há quem tenha dificuldade nesta partilha, optando por actuar, fingir, controlar e fazer de conta que... E se nos lembrarmos que o sexo se pensa e se aprende valerá a pena reflectir sobre as conotações que trazemos de infância acerca deste e o que apreendemos então, assuntos da 3ª Casa.

Conheça:

Astrologicamente

por

Ana Cristina Corrêa Mendes

Astróloga, graduada no prestigiado Master's Course for Professional Astrologers de Noel Tyl, utiliza a Astrologia como ferramenta ao serviço do homem. Nomeadamente nas áreas Comportamental e Vocacional. O horóscopo, como um fantástico espelho reflector das ansiedades visíveis e invisível. Um mapa indicativo de potencialidades individuais e do caminho que poderá ser percorrido.



Um comentário muito pertinente por

Zani
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O texto da Ana é muito bom, importante, acho que o nosso mundo precisa ouvir mais coisas com esta visão.

Venho de uma geração que emergiu da 2a grande guerra, todos queriam uma nova 'Belle Époque' e de certa forma a tiveram nos anos dourados de 50 e 60. Mas, por trás do sonho permaneceu ainda a mentalidade retrógrada com os tabus a respeito da espiritualidade e, principalmente, sobre sexo.

Fomos castrados em todos os lugares; na família, no colégio, nas religiões e crescemos com visões deturpadas acerca de valores que hoje tentamos ajustar.

Lembro-me, lamentavelmente, que as atrizes eram idolatradas e, paradoxalmente, consideradas como prostitutas. Atores eram vistos como homossexuais, aeromoças depravadas, etc. A 'claque', sempre medíocre e cruel, fazia suas vítimas, como faz atualmente de outras formas. E elege, surpreendentemente, pessoas horrorosas transformando-as em ícones da mídia a exemplo de mulheres, cuja aparência e comportamento, eram fáceis de serem encontradas antes em boates ou prostíbulos de 5a categoria.

Não sei exatamente quais são os parâmetros que regem os nossos dias, pois não os vejo com clareza.

Cabe, no entanto, lembrar aqui uma frase brilhante de Shakespeare, providencialmente citada e endossada por Saint Germain - O Mestre Ascencionado;

" Não há bem ou mal, é o pensamento das pessoas que torna as coisas boas ou más".


15 comentários:

Ana Cristina disse...

.-) beijo

António Rosa disse...

:)

Astrid Annabelle disse...

Olá Magda!
A Ana Cristina é demais mesmo! Sou sua fã incondicional!
Parabéns a você também por ter escolhido este tema para postar!
Um beijo agradecido.
Astrid

Zani disse...

O texto da Ana é muito bom, importante, acho que o nosso mundo precisa ouvir mais coisas com esta visão.

Venho de uma geração que emergiu da 2a grande guerra, todos queriam uma nova 'Belle Époque' e de certa forma a tiveram nos anos dourados de 50 e 60. Mas, por trás do sonho permaneceu ainda a mentalidade retrógrada com os tabus a respeito da espiritualidade e, principalmente, sobre sexo.

Fomos castrados em todos os lugares; na família, no colégio, nas religiões e crescemos com visões deturpadas acerca de valores que hoje tentamos ajustar.

Lembro-me, lamentavelmente, que as atrizes eram idolatradas e, paradoxalmente, consideradas como prostitutas. Atores eram vistos como homossexuais, aeromoças depravadas, etc. A 'claque', sempre medíocre e cruel, fazia suas vítimas, como faz atualmente de outras formas. E elege, surpreendentemente, pessoas horrorosas transformando-as em ícones da mídia a exemplo de mulheres, cuja aparência e comportamento, eram fáceis de serem encontradas antes em boates ou prostíbulos de 5a categoria.

Não sei exatamente quais são os parâmetros que regem os nossos dias, pois não os vejo com clareza.

Cabe, no entanto, lembrar aqui uma frase brilhante de Shakespeare, providencialmente citada e endossada por Saint Germain - O Mestre Ascencionado;

" Não há bem ou mal, é o pensamento das pessoas que torna as coisas boas ou más".

Magda Moita disse...

Ana Cristina!

Magnifico texto!

Beijos

Magda Moita disse...

Olis António! ;)

Magda Moita disse...

Ola minha querida Astrid!

Este tema é de grande importância na vida de um ser humano, podendo inclusivamente provocar vários bloqueios e vários sintomas físicos, quando não nos permitimos viver as emoções em pleno.

Infelizmente apesar da humanidade neste momento se intitular moderna e livre de preconceitos, não é bem assim, e dai surgirem as perturbação, e a incapacidade de manifestar e receber amor, mesmo que tão simplesmente através de um abraço.

Beijinhos,

Magda

Magda Moita disse...

Olá Zani!

O teu comentário é sucinto explicito, e resume uma grande parte da raiz deste problema na nossa sociedade. Por isso mesmo decidi coloca-lo na primeira pagina.

Um abraço,

Magda

Anónimo disse...

Gostei muito do texto.
Concordo que cada vez há menos preconceitos neste tipo de assuntos, mas o problema é que continuam a existir. Acho que chegou a altura de começarem a deixarem os preconceitos para trás, pois é como tu dizes: "...quando não nos permitimos viver as emoções em pleno."
Estamos neste Mundo por alguma razão, porque não aproveitar e poder viver essas emoções em pleno, no auge?

Dá que pensar o texto.


Muitos beijinhos Magda e um grande abraço!

Cata

Astrid Annabelle disse...

Olá Magda.
Voltei aqui por duas razões.
Primeiro para ver se tinha conseguido colocar o "botton", já que ontem encontrei um email seu perdido no meio de muitos emails recebidos durante minha ausência da net.Agora entendeu por que não respondi! E o botton está postado!!!hehehehe
Segundo:
Gostei de ter colocado na front page o comentário do Zani...foi merecido!
Um beijo grande
Astrid

Astrid Annabelle disse...

"Gostei do FATO" de ter colocado..."
Ficou faltando...sorry!!!
Astrid

Zani disse...

Magda,

Eu não esperava por essa distinção ao meu comentario em seu Blog.

Saiba que fiquei honrado com isso. Obrigado, você é muito atenciosa.

Um abraço,

Zani

Magda Moita disse...

Olá Cata!

Pois é infelizmente os preconceitos permanecem bem enraizados, e acabamos por pintar as nossas vidas com uma escura camada de recalcamentos. Quanto mais densa, é essa camada mais nos afastamos de nos próprios e consequentemente menor é a capacidade de Ser AMOR.

Um abraço daqueles, "gordo" e fofo.

Magda

Magda Moita disse...

Olá minha querida Astrid!

O comentário de Zani era demasiado importante para permanecer nos bastidores. A simplicidade e ao mesmo tempo, assertividade do seu texto torna-o sucinto, esclarecedor, muito útil, para quem tiver a oportunidade de o ler.

Um abraço forte.

PS: cada vez tenho mais vontade de ir à tua terra.

Magda Moita disse...

Olá Zani!

Um comentário como o seu não podia permanecer nos bastidores.

Muito obrigado pelo contributo.

Um abraço,

Magda