29 janeiro 2009

Upgrade!



Eu sou uma menina que nasceu em terras lusitanas. Escolhi como facilitadores da minha chegada ao planeta Terra, dois magníficos seres que são os meus pais: uma artista (pintora) e um hoteleiro. Cresci num ambiente rodeado de arte e repleto de assuntos materiais e organizacionais.

Sempre tive ao meu dispor uma enorme biblioteca, com as mais diferentes matérias: Arte, Historia, Misticismo, Esoterismo, Astrologia, entre outros, se bem que os dois últimos temas fossem os mais visitados por mim e pela minha irmã.

Passávamos horas a tentar aprender quiromância, tarot, astrologia, e divertíamo-nos imenso. A minha mãe apoiava o nosso “hobby”, comprando-nos baralhos, mais livros, enfim, gostava das nossas consultas, porém nunca chegou a comprar-nos um programa informático de astrologia, para nossa infelicidade. Com uma casa 8 tão povoada de planetas, não é de estranhar este profundo interesse que tenho desde criança pelas ciências ocultas.

Fomos crescendo e mediante os ensinamentos passados pelos nossos pais sobre o que era a vida, tentámos adaptar as nossas escolhas. Eu escolhi ser Ceramista e dedicar-me por inteiro às artes. A minha irmã deu mais ouvidos ao meu pai e escolheu ser Engenheira Química, não deixando no entanto de lado as artes, sendo também violoncelista.

Neptuno é o planeta mais elevado no meu mapa natal, por isso, a inspiração e a intuição sempre regeram a minha vida. Contribuir para que a minha comunidade fosse mais bela e livre, foi uma das minhas maiores convicções. Todavia sentia necessidade de valores espirituais e religiosos mais elevados. Inconscientemente sabia que não estávamos sozinhos e procurei sempre que me foi possível passar aos que comigo se cruzaram, a imagem de que em contacto com o meu interior alcanço a paz.

Neptuno quer-nos conectar com o todo, e eu sempre me senti atraída para ajudar os outros. Os inadaptados, os desajustados, aqueles cuja alma não encontra forma para se manifestar, sempre se aproximaram de mim. No entanto, as ferramentas que possuía, então, eram diminutas, e o meu próprio desencontro dificultava a tarefa. Era necessária uma mudança radical. Eu escolho evoluir a minha consciência e partilhar com os outros os frutos dessa evolução.

Somos bebés, depois crianças, depois adolescentes, com as mais variadas experiências de vida, que essencialmente despertam-nos e colocam-nos em contacto com a nossa essência. Um dia percebemos que está na hora de sermos adultos, temos aproximadamente 29 aninhos, (1º retorno de Saturno) e queremos brincar mais, mas já não é possível.

É nesta idade que surge a altura de definir o que se quer fazer da vida, e se a estrada que havíamos vindo a seguir não é a mais adequada, a nossa alma trata de nos pôr na ordem, com alguma crise.

E foi exactamente o que me aconteceu, por volta dos 28 anos a minha vidinha começou a desmoronar. A minha arte já não rendia financeiramente, a vida amorosa era um caos, a minha paz e satisfação pessoal já tinha desaparecido há muito e nada mais restava, se não um corpo errante.

Gosto de uma imagem que um dia me passaram: o nosso Corpo é uma charrete, o condutor é o Ego, os cavalos os sentimentos, e o passageiro a Alma e o trintanário, um dos nossos guias. Quando o condutor não dá ouvidos ao passageiro, assumindo a liderança, pode conduzir a viagem ao fracasso. Por muito que o trintanário tente enviar sinais, os cavalos começam a ficar irrequietos, galopam à carga por estradas muito acidentadas, a charrete perde o equilíbrio e o passageiro fica quase a cair do habitáculo, a viagem torna-se um horror. Esta é a minha experiência pessoal.

Por muitos mais pedidos que o passageiro faça – e a minha alma fez imensos - já não são ouvidos, já não há sincronicidade no conjunto. Como nosso Guia ou Anjo, o trintanário dá-nos a mão, ajuda-nos a entrar ou a sair da carruagem, aconteça o que acontecer ele nunca salta da carruagem, mas não pode interferir nunca na escolha do Passageiro, ou seja, Todos Nós.

Para que tudo volte à normalidade, às vezes só mesmo um acidente, uma doença, uma perda, etc. Enquanto cuidamos de nós mesmos, do atoleiro onde nos enfiámos, temos tempo de reflectir, lambendo as feridas e sentindo como voltar à estrada de forma harmoniosa.

Quando os acidentes são fatais, quando atingimos a situação de não haver retorno, acontece que os danos causados na carruagem já não permitem ao passageiro manter-se nela. Bom, nesse caso, fica para a próxima viagem, para a próxima encarnação, a possibilidade de escolhermos a evolução da nossa consciência e não fazer os disparates que fizemos nesta encarnação, com a certeza de que o trintanário, como nosso Guia ou Anjo, lá estará para nos dar a mão.

A vida tinha-me obrigado a parar, e mesmo que quisesse continuar a trabalhar como já havia feito, desta vez não era mesmo possível. O universo reuniu as condições para garantir que eu parava, tendo-se partido o escafoide carpico da mão direita. Tive que passar por um longo período de recuperação até que pudesse voltar a mexer no barro, voltando à cerâmica.

No entanto, sem ter abandonado a arte, a minha vida seguiu outro rumo, tendo eu desenvolvido outras competências para áreas mais espirituais e esotéricas. Durante este interregno, dediquei-me à minha auto cura. Frequentei diversos cursos seminários e palestras tais como, Conecção ao Eu Superior, Cura quântica Estelar, Reiki Sideral, Markabans, Cura Multidimensional, etc.

No caminho fui encontrando mestres que me colocaram de novo em contacto com algumas ferramentas de auto-conhecimento que há muitos anos tinha abandonado.

Retomei quase que por magia, o meu interesse pela astrologia, voltando aos meus estudos intensivos desta matéria. Ainda hoje continuo a estudar estas matérias esotéricas, interligando conhecimentos. A Astrologia não é estanque.

Nesta caminhada cruzei-me há uns anos com dois amigos, o Frederico Saraiva e o António Rosa, e com eles tenho desenvolvido várias actividades de natureza astrológica. Na preparação de cursos e palestras, fomos apreendendo que não estávamos apenas aprendendo e instruindo astrologia, estávamos recriando uma nova forma de pensar em que a vertente cármica é a base do conhecimento. Os três estávamos a criar uma nova linguagem para comunicarmos com as nossas almas. E foi essa forma de pensar, e sentir comum, que nos levou a criação do projecto “Escola de Astrologia Nova-Lis”. Portugal não possuía até então uma escola de pensamento desta natureza.

Neste projecto, além de textos tive a possibilidade de ter contribuído artisticamente com dezenas de ilustrações, tendo feito a conciliação entre os dois mundos para os quais me preparei ao longo da vida: a arte e a astrologia. Com estas duas ferramentas divinas abraço o meu propósito nesta encarnação, passar a mensagem, reencontrando a minha mestria e procurando ajudar os que comigo se cruzam a reencontrar a sua.

Na condição de Balança nesta encarnação, encontro como forma de levar a cabo o meu propósito, orientar cursos e palestras, dar consultas de astrologia cármica e outras técnicas de cura complementares. Com Quiron retrógrado em Carneiro na casa dois, entre outros desafios, está-me destinado, criar uma forma própria de curar os nossos diferentes corpos, e a astrologia é a minha principal ferramenta, combinando-a sempre que necessário com outras terapias que pratico.

Acredito que a nossa forma de pensar é a principal causa de muitos dos problemas, doenças, etc que atraímos para a nossa vida, e astrologia é para mim sem duvida, uma das mais eficazes ferramentas, que nos permite o restabelecimento da mestria sobre nos próprios, entrando em conecção com a nossa consciência crística. Não abandonei a minha arte de ceramista, continuo a dedicar-me a projectos artísticos, e tento sempre que possível, que os dois propósitos que escolhi para esta encarnação se interliguem.

Para mim, ser ceramista, terapeuta ou astróloga, mais que profissões, são uma forma de eu estar na vida, tentando sempre aprimorar as minhas acções de acordo com o que acredito, e com o que sinto.

Nos últimos anos desenvolvi uma profissão: sou astróloga a tempo inteiro, dedicando-me também a outras actividades terapêuticas. As minhas consultas de astrologia duram cerca de 80 minutos. Como astróloga já atendi centenas de pessoas, tendo desenvolvido atendimentos pessoais, havendo muitos clientes que, por impossibilidade de se deslocarem, pedem que lhes faça a consulta por telefone.

Ir a um astrólogo deveria ser entendido como um processo terapêutico que necessita de algumas sessões, embora espaçadas.

Um astrólogo não é um amuleto ou uma bengala que, sem ele, o consulente seja incapaz de agir. O papel do astrólogo é precisamente o oposto. O astrólogo trata de tornar a pessoa mais consciente de todo o seu potencial, e de que forma este o pode alargar, logo que se torne ciente das suas dificuldades adquiridas nesta ou em outras vidas.

Não há nada que seja estático neste universo que habitamos. Podemos modificar, alterando as nossas atitudes e padrões de conduta, elevando a nossa consciência, restabelecendo o contacto com a nossa mestria e com a nossa divindade tomando consciência de que somos centelhas divinas. Ao fazê-lo, modificamos o nosso destino, porque somos muito mais do que o corpo que habitamos. Somos muito mais do que o ego que nos domina. Somos espírito.

Todos os seres humanos nascem com um “kit” operacional, que está descrito no mapa astral. No entanto, muitas vezes, a pessoa não está consciente de que ferramentas dispõe, passando ao lado de algumas propostas de evolução consciêncial, que podem tornar a vida muito enriquecedora. Apesar de todos os seres humanos terem diferentes propósitos, a missão é igual para todos, voltar à casa do Pai ampliando a sua consciência e consequentemente expandido o seu universo.

Agradeço a todos quantos se cruzaram comigo ao longo desta caminhada, que me permitiram ser a pessoa que sou hoje.

Um abraço

Magda Moita
Maio de 2007

Contactos e horários para marcação de consultas:

Telefone: 919553485 – Das 09h às 20h

magda.moita@fogodelys.com

8 comentários:

António Rosa disse...

Maravilhoso. 1000 beijinhos.

Gostei do «upgrade»

Astrid Annabelle disse...

Magda!
Gosto muito de ler as histórias dos meus amigos!
Estava tão concentrada na leitura que me pareceu "ouvir" sua voz!
Amei...
Bjkas.
Astrid

Teresa Marcelino disse...

Magda,

Adorei o que li em especial a imagem da charrete. Vou adoptá-la!

Por outro lado, nem imagina o quanto este post veio ao meu encontro, a mais um pouco da consciência que venho a ganhar.

Adorei mesmo.

Um abraço

Magda Moita disse...

Olá António!

Sinto que 2009 trás ventos de encantador "Upgrade" e vai ser contigo ao lado.

Beijos

Magda Moita disse...

Olá Astrid!

Sabes que sei perfeitamente da sensação que falas? Também tu és uma daquelas pessoas, com que comigo, isso também acontece.

Abraço forte

Magda Moita disse...

Olá Teresa!

Antes de mais grata pela visita.

A imagem da charrete foi me passada por um grande amigo e medico Victor Cunha, numa altura da minha vida, em que o passageiro, ia praticamente pendurado, e mal se aguentava... Mais tarde encontrei a mesma imagem num livro muito antigo que descobri na garagem, incrível!

Um abraço,

Magda

joana disse...

Olá Magda !
Adorei conhecer-vos : )
Abraço

Magda Moita disse...

Olá Joana!

Também gostei muito de te conhecer pessoalmente e mais uma vez verificar que sem a presença do maestro, a musica produzida em cada mapa é apenas um conjunto de sons sabiamente articulados, mas com muito pouca ressonância.

Abraço,

Magda