Magda,
«Malo, malo malo eres,
no se daña a quién se quiere»
Gostei muito do teu texto.
Andamos os dois tão enfronhados nesta coisa da "oficina amorosa", a queremos preparar tudo, para explicarmos o que nem nós percebemos bem (falo por mim, claro).
E eu assino por baixo, lol.Se, às vezes, nem conseguimos manter uma mera relação cordial com as pessoas à nossa volta.
Se, por uma questão de bom ou mau humor (estado anímico) descambamos com facilidade em «tonterias» (como diria a nossa amiga Concha).
Se, com os medos mencionados (e muito bem) pela Samsara, ficamos imobilizados na nossa própria vida e infernizamo-nos e aos outros.
Há muitos «ses»... Que se traduzem modernamente apenas nisto [em meu entender, claro!]:
E a propósito de muitos “Ses”, convido-vos a ler um poema magnífico de Rudyard Kipling, “IF”1) Porque o ser humano frequentemente se equivoca e confunde a emoção conhecida por «desejo sexual» com a energia básica que todos possuímos conhecida por «amor». O resto acontece por osmose cultural. Aquilo que deveria ter-se ficado por…
2) Porque o «desejo sexual» é atávico e faz parte da natureza biológica do homem/animal. É bom que seja praticado.
3) Porque o «amor» não é biológico. No entanto, pode parecê-lo. O amor é inerente à condição da alma. (Uso aqui a palavra alma no sentido corriqueiro que as pessoas dão a esta palavra, mas tu sabes o que penso ser a alma - é apenas o nosso interruptor para os nosso corpos superiores.
4) Porque a «personalidade/ego» trata das coordenadas das coisas. E coordenar «desejo sexual» e «amor» não é coisa fácil. Nada mesmo. Porque a missão principal do ego/personalidade é evitar que a pessoa sofra. Essa é a sua função primária. Por isso se falar tanto em auto-estima. Os exemplos desta função primária do ego/personalidade estão muitíssimo bem retratados nos exemplos dados pela Samsara. Melhor não poderia ter sido retratado.
5) Porque igualmente não permitimos que a alma trate da qualidade das coisas. Ao taparmos a voz da alma em detrimento da voz da «mente/personalidade/ego» fica tudo esfrangalhado. Porque mesmo que se deixe a alma falar, e ela sabe sempre quando o amor acontece ou quando desaparece, não nos permitimos viver de acordo com isso. Por medo.
6) O resultado prático é que muitas e muitas pessoas casadas (as estatísticas destas coisas falam em 65% - um número assustadoramente alto) preferem viver mais ou menos assim: as mulheres casadas optam por ter um marido e um amante de cada vez (fica fino dizer «namorado») e os homens casados optam por ter a mulher e muitos casos sexuais, de preferência, de forma errática, não sequencial. A eles nem lhes passa pela cabeça considerá-las «namoradas». Não passam de um «affair». Obviamente, também numerosos exemplos de homens com «mulher» e «namorada/a outra».
Assim, não se vai muito longe. É apenas o caminho habitual da «Escola do Sofrimento».
Besitos
António