04 abril 2014
“Morte in Utérus”
27 dezembro 2011
Alice do Outro Lado do Espelho
13 março 2011
01 outubro 2010
Matemática da auto-avaliação
24 março 2007
A fala do Corpo é multilingue

Mais "arroz integral", ou preciso de apanhar sol?
O texto em azul escuro que se segue é um comentário, deixado por
Arroz integral encontra-se entre aspas porque entre nós é uma brincadeira que costumamos fazer: dizemos que quando alguém está a meditar, está a mastigar arroz integral.
Aprendemos as leis do universo, estudamos vários temas da espiritualidade. Procuramos novas técnicas, mantemo-nos informados, mas é obrigatório ultrapassar o corpo mental e colocar em prática os ensinamentos. Tratamos de aperfeiçoar a clareza com que escutamos os nossos guias e mestres, desenvolvemos o par de ouvidos internos e escutar o nosso corpo? Teremos por acaso nos esquecido que sem ele não podemos cumprir o propósito a qual nos propusemos?
Enquanto não cuidarmos de nós próprios, enquanto não decidirmos que a prioridade nesta vida está no nosso corpo físico e não nos apegos a que nos habituamos, não achegaremos a lado algum.
E cuidar de nós passa tão simplesmente por termos a intuição de sentir o corpo físico que temos.
Se me falta o ar por 1 segundo. Se sinto o latejar de um músculo, se não cuido de mim, então que faço aqui?
Aprendemos e vivemos na prática de respeitarmos os nossos corpos extra-físicos; fazemos todas as meditações que aprendemos; fazemos discursos interessantes sobre o silêncio a que nos devemos remeter. E ninguém nos ensina como cuidar de nós.
E cuidar de nós NÃO É ir a correr à loja e comprar a blusa bonita ou outra manifestação da personalidade (dito ego).
Tudo isso faz falta, mas não são essas coisas que nos trazem a auto-estima e o amor-próprio que tanto necessitamos para podermos prosseguir viagem.
Nas minhas consultas (e tu também) deparei-me frequentemente com pessoas que dizem cuidarem-se muito. Cuidam da sua personalidade. Não escutam o seu corpo.
Dei por mim há uns anos a rejeitar a carne e o álcool. Foi um processo gradual em que não intervim directamente.
Nesta fase da minha vida, sinto que o que me apetece comer é muita fruta, sobretudo em forma de salada, além de torradas. Nem percebo porquê. Mas estou a seguir esse pedido do corpo.
Uma amiga minha disse-me uma coisa que me perturbou, pois nunca olhara a questão dessa maneira:
Minha querida Magda, porque somos pioneiros de uma "ideia", somos submetidos a maiores exigências pelo outro lado do véu.
Vamos ver como termina este processo.


