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08 março 2009

Simplesmente Mulher…

"Sem Titulo", Porcelana Policromada, Magda Moita, 2002


Simplesmente Mulher…

Cresce em ti o poder da criação,

Floresce em ti, a cada instante o talento de Ser Amor.

Tu és Fogo,

Tu és Ar,

Tu és Agua,

Tu és Terra,

Tu és.

Poder selvagem, loba, mãe, sibila…

Tu és a árvore sólida que rasga o céu no topo da montanha,

Os teus braços abraçam os deuses,

Felizes por tocar a tua força, dançam contigo.

As tuas raízes ancoram os Homens,

Em ti,

Amor é.

Dia da Mulher, 8 de Março

19 fevereiro 2009

Hoje dedicaram-me uma musica!





Gosto de Ti!


LETRA DE LA CANCION BEBE - SIEMPRE ME QUEDARá (PAFUERA TELARAñAS)

Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.

Me cuesta abrir los ojos
y lo hago poco a poco,
no sea que aún te encuentre cerca.
Me guardo tu recuerdo
como el mejor secreto,
que dulce fue tenerte dentro.

Hay un trozo de luz
en esta oscuridad
para prestarme calma.
El tiempo todo calma,
la tempestad y la calma,
el tiempo todo calma,
la tempestad y la calma.

Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.

Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,
que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.
Y algo más que eso,
me sorbiste el seso y me decían del peso
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.

Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.
En la voz suave del mar,
en volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi,
y volver a reír
y cada día un instante volver a pensar en ti.

07 dezembro 2007

Uma homenagem...




Miriam... o nome ainda hoje é sussurrado com temor. Os lábios incautos que deixam soltar o seu nome rapidamente se fecham. Segue-se o sinal da cruz, o pedido de perdão a Deus e não se fala mais de Miriam... Miriam era uma bruxa.


Vou falar-vos de Miriam. Miriam era uma menina. Miriam era uma mulher. Miriam era uma anciã de idade indefinida... teria vinte anos certamente, a julgar pelo verde dos seus olhos e pelas longas tranças loiras que bailavam nas suas costas... teria cem anos certamente, quando a observava a colher ervas, a fazer mezinhas e poções, a sarar feridas a falar com os outros a linguagem do Homem e comigo a linguagem dos anjos...

Vou falar-vos de Miriam. Miriam era uma amante que me sarou as feridas com ungento e as secou com palha... Miriam era uma amante que me feriu mortalmente no coração... sem cura possivel restava atenuar a minha dor. Com as suas coxas, com a sua lingua, com o seu sexo.

Miriam era uma bruxa. Assim disseram eles quando magoaram os seus frágeis pulsos com ásperas cordas... quando magoaram as suas costas onde outrora as tranças loiras bailavam, unindo-as a um tosco pedaço de madeira... quando enfim acenderam a pira da redenção para gente rude, de purificação dos mentecaptos... Miriam era uma bruxa que ia ser queimada...

Miriam era Amor quando os seus olhos limpidos de lágrimas derramadas se fixaram nos meus.. e depois na minha mão direita que tanto a acariciara... e depois no punhal que eu erguia... Miriam sorriu quando ele se cravou naquele coração... Miriam era a minha mulher e o único fogo que sentiria seria o que ateávamos todas as noites com o calor dos nossos corpos...

Miriam perdoei os meus assassinos. Não há perdão para o teu.

Fallen Angel Fevereiro de 2007

14 abril 2007


Que planetas eram os teus olhos

e que geometria

te fez a sombra dum triângulo!

Pousada na tarde

alongada…

Do principio,

no Outono

dourada no limite tranquilo.

Armando Correia

11 abril 2007

Pequena fantasia oriental


Há muitos, muitos anos, diante de um poderoso príncipe apresentou-se o seu servidor mais antigo. Tinha o rosto alterado, as roupas em desordem e, ajoelhado diante do trono, pediu-lhe com voz consternada que em recompensa por tantos e tantos anos de serviço fiel, lhe fizesse o favor de lhe oferecer o seu cavalo mais veloz.

O príncipe perguntou-lhe a causa de um pedido tão estranho. O servidor responde: -Senhor, é que ao entrar no palácio, junto ás suas portas estava sentada a Morte e fez-me uns trejeitos tão aterrorizadores que vou fugir dela. Estou muito assustado e ocorreu-me que com o vosso imbatível cavalo, poderei chegar em poucas horas a Samarcanda, e ficar fora do seu alcance. O príncipe, que devia muito a este servidor, e que o apreciava desde o fundo do seu coração, obsequiou-o com o seu cavalo e uma bolsa de moedas de ouro, e deixou-o em plena liberdade para partir de imediato.

Mas, pouco tempo depois, tendo comentado o assunto com os seus conselheiros, pareceu-lhe muito irritante que a morte passeasse pelas portas do seu palácio assustando os seus velhos servidores. Cingindo a sua espada de enjoiada empunha dura, dirigiu-se até ás portas do palácio para interpelar a Morte. Encontrou-a encolhida sob uma árvore do jardim, e ao vê-la disse-lhe:

-Oh, Morte por que ameaçaste com teus trejeitos e assustaste tanto o meu servidor? - E este contestou: -oh, não, Senhor! Eu não ameacei com os meus trejeitos nem assustei o teu servidor. Simplesmente surpreendeu-me vê-lo aqui visto que eu tinha marcado encontro em Samarcanda.

25 março 2007



Quando despertas começas a eternidade, o amor físico, os instintos e o teu corpo; Depois vem o aprofundar do espírito, o amor a entrega, a dádiva a emoção da luz, o sentir da paz e caminhar para o amor/amor. Podes apaixonar-te por um pássaro que canta ou a flor que se abre, a semente a germinar ou a pedra da praia.

Quando entenderes isto amarás a terra/mãe, a consciência fixa e cósmica da árvore, amarás a consciência/movimento do animal e a tua própria a cantar o universo.

Armando Correia Março de 2007

03 março 2007


“ A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento também perdemos a felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade

02 fevereiro 2007



Crescias na arvore sagrada
no mais alto da colina altíssima
crescias e ficas-te lá
a tua doçura a tua beleza
aos homens não era indiferente
todos te ansiavam e por ti
combateriam por ti
deixavam filhos, pai e mãe,
se ficaste tranquila em verdade
os homens não conseguíram chegar lá

Poema Armando Correia