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26 abril 2009

"Um não saber"


Sabendo que em Peniche há muitas pessoas nas áreas artísticas com vontade de intervir e de “fazer coisas”, nasce um projecto da necessidade de as juntar e de assumir a cidade como espaço de exposição artística.
Numa altura em que só se fala de crise, queremos falar de criatividade e, uma vez que a arte pode existir para além dos circuitos artísticos tradicionais e das instituições culturais, entendemos desenvolver na nossa terra neste dia 1 de Maio de 2009 este projecto artístico que designámos “Um não saber”.
“Na rota da muralha” foi o mote escolhido para esta edição, quer pela sua simbologia, quer pelo facto de facilitar um alinhamento das actividades/acções artísticas numa lógica espácio-temporal relativamente circunscrita, evitando a dispersão das pessoas.
A acção terá início ás 15h00 no Quebrado e terminará pelas 02h00 no Jardim da Cascata ocupando durante estas horas, com manifestações artísticas diversas (pintura; instalação; vídeo; escultura, dança; teatro; música; poesia), vários espaços da cidade que, tradicionalmente, não são vistos como “culturais”.
A todos os que permitiram a realização deste evento, agradecemos desde já todo o apoio, desejando que esta oportunidade seja o “berço” de outras iniciativas artísticas em Peniche.


13 abril 2009

Sagração

Ofélia Reis, "Fertilidade", Técnica Mista, 2009


Sagração

Em mim o fogo renasce
em ti uma brisa fresca esse fogo alimenta
no meu corpo a semente enraíza
no teu corpo a água encontra
em nós eclode.
A comunhão é.
O milagre acontece.
Amor somos.

Eugénio Moita


26 março 2009

Homenagem!

Aguarela - Magda Moita 2009

“O Espírito da Sabedoria”


Sempre habitaste aqui
Olhavas os globos celestes,

Réplicas traduziam-se através de ti,
As sementes eram lançadas,

Mas a carícia mal te tocava.

E os frutos não desabrochavam.
Abandonas-te aos reinos da terra,

Experimentas-te, vives-te,
mas só quando reconheces-te a sabedoria em ti, …

O fogo, a carícia, o cavalo alcançou-te.

O fruto aconteceu,

Um pássaro rasgou o céu,

Arco-íris traçou,

E encontras-te o fio da vida.

04 março 2009

O Casamento, visto por uma Astróloga/Ceramista

"Despertar das Fadas", terracota, Armando Correia, 1996


Matrimónio e/ou casamento, é um vínculo institucionalmente reconhecido e socialmente aceite pela sociedade. Contudo, a abordagem que se segue sobre tema, não se refere à caderneta que documenta um contrato civil, mas sim ao encontro estável no espaço e duradouro no tempo, de carácter espiritual, consagrado na matéria entre duas pessoas.

Evidentemente que se a formalização do casamento pelo Civil ou o compromisso perante as igrejas, não fosse importante para os seres humanos e reconhecido como um vinculo que afecta a individualidade, mas que ao mesmo tempo traz segurança às partes envolvidas, não observaríamos a busca crescente em legalizar o casamento homossexual. Parece ser um claro indicador da perpetuação da instituição casamento, que pesa nos costumes sociais e nas questões legais e servem de argumento para a luta deliberada das minorias, para alcançar a igualdade social.

O casamento é uma entidade com existência própria capaz de afectar positiva e/ou negativamente quem o constitui, inclusivamente terceiros que se relacionem com o casal. O mesmo também se observa em pares que apesar de não estarem casados, experimentam laços de convivência suficientemente prolongados no tempo adquirindo portanto a qualidade de relação marital.

A astrologia possui uma ferramenta, que nos pode elucidar sobre a natureza do vínculo matrimonial: o Mapa Composto. Este permite-nos analisar a mecânica própria de determinada parceria, os seus códigos, os seus pontos fortes e os seus pontos débeis. Sendo portanto uma técnica astrológica que não se limita ao estudo de como interagem duas pessoas numa situação de casamento, abrangendo portanto sociedades ou qualquer tipo de parcerias.

A técnica astrológica Sinastria também propõe uma modalidade de leitura astrológica das relações humanas, diferenciando-se da carta composta porque nos enforma do que sucede quando duas pessoas se encontram e começam a relacionar-se. Ilustra o que ocorre com cada uma delas em relação à outra. Em temos antropológicos corresponde à fase de cortejo e de noivado, destinado ao conhecimento mútuo e adaptação diante um compromisso a largo prazo.

Um matrimónio pressupõe que dois seres humanos que se relacionam amorosamente originam acções, projectos de vida, sustentados pelo tempo. Para que este projecto de vida prepare terreno fértil, de onde poderão ser colhidos frutos, é imprescindível que aqueles dois seres aprofundem o conhecimento mútuo. A Sinastria pode ser uma preciosa ajuda, mas não fundamental, ou fim e ao cabo, quantos são os casais tremendamente felizes e funcionais que nunca recorreram a um astrólogo? Inúmeros, seguramente. Na prática estar disposto a reconhecer o outro, pressupõe sem qualquer dúvida, um profundo reconhecimento de nós próprios e a astrologia é efectivamente uma ferramenta muito eficaz para o efeito. Por isso recomendo que antes de procurar perceber a química de determinada relação, procure conhecer-se a si mesmo, através de uma consulta individual.

Recordemos que o casamento por amor é uma criação cultural relativamente recente e própria do ocidente. Para perspectivar uma união por conveniência a utilização da técnica do Mapa Composto é obviamente a mais indicada, pois este terceiro mapa resulta dos pontos médios entre planetas idênticos de duas cartas individuais, mostrando-nos o potencial de determinada união. No entanto estamos no ocidente, e estamos a falar de uniões supostamente consagradas por amor, logo, muito embora juntos possamos ser um potencial em ascensão, se não houver sincronicidade no conjunto, o que resta é pura sociedade, e não um verdadeiro relacionamento.

A preparação de uma relação matrimonial assemelha-se ao trabalho de um ceramista. Numa primeira fase é necessário encontrar a pasta cerâmica adequada à peça que pretendemos fazer, esta fase corresponde em termos de relacionamento ao encontro entre duas pessoas onde se verifica a existência de química, atracão entre dois seres. Para um Ceramista existe sempre um tipo de pasta com a qual encontra maior identificação e liberdade para criar. No entanto, essa pasta não está pronta, é necessário amassar, tornar coesos os diferentes componentes que constituem uma pasta, e esta etapa é fundamental para o bom resultado da cozedura; corresponde à fase de enamoramento, cortejo. Precede a esta metamorfose, eliminar na pasta as bolhas e pequenas impurezas, responsáveis pelas quebras de cozedura; porque cada um trás para a possível relação as diferentes matérias-primas da sua esfera de individualidade. No passo seguinte a peça começa a ser moldada, e isto obedece a tempos próprios de espera. Demasiada velocidade, não permite que as paredes da peça ganhem consistência. Demasiada lentidão impede que se proceda ao acabamento da mesma. Tudo tem o seu tempo. Por último a cozedura a alta temperatura, permite que a peça seja perdurável ao longo dos tempos. Isso é o desejável; o impulso corporal transforma-se em sublimação espiritual plenamente consciente, o erótico transforma os indivíduos que se unem e constituem com o tempo, numa só carne e sangue, e isto em profundidade é uma das premissas do projecto do laço conjugal. Os materiais constituintes da obra, as qualidades destacáveis do projecto, a profunda noção dos seus pontos fracos, pontos de quebra, definem o potencial de perdurabilidade da peça.

Na prática tudo depende da qualidade dos ceramistas, que o resultado se aproxime mais ou menos fiel ao modelo prefigurado. A peça pode explodir durante a cozedura, ou ficar mal cozida por falta de temperatura, ou sofrer de diferenças bruscas de temperatura. Mas uma vez colocada no forno não tornaremos a ter os materiais constituintes em separado. Uma peça com rachas de cozedura é de irreversível reparação.

Os verdadeiros Ceramistas, os verdadeiros Casais expressam através da sua obra a bênção se saber viver a intensidade da verdadeira união conjugal, onde todos os componentes dançam a música cósmica, onde a energia biológica e a energia do espírito co-habitam, fundindo-se tal como as matérias orgânicas e as matérias minerais se fundem na cerâmica, dando lugar ao milagre da obra de arte, à dimensão espiritual da união entre dois seres humanos, ao mistério sacramental do amor matrimonial.

11 janeiro 2009

Hoje é um dia muito feliz!




O lançamento do novo site da
Escola de Astrologia Nova~Lis
deu-se no dia 11 de Janeiro de 2009, às 13h05.

Se clicar na imagem conhecerá a nosso novo site.
Seja bem-vindo(a).

A astróloga e amiga Ana Cristina Corrêa Mendes (clicar) teve a amabilidade de escrever o texto seguinte no seu site: «A Escola Nova~Lis como já anunciado que tem estado a redecorar o seu espaço, a melhorar condições, a enriquecer conteúdos e, aquele que já considero um espaço de serviço público, já que serve a diversas faixas de público. Como uma boa universidade ou biblioteca podem lá ser encontradas diversas escolas de pensamento, um bom exemplo de respeito pelas diferenças e dedicação à Astrologia. O nascimento da Escola foi no ano passado, por isso a carta astrológica não apresenta diferenças de monta, ou seja os pesos pesados do céu não se moveram assim tanto para activar aspectos que não estivessem presentes a quando do seu nascimento. No entanto existem alguns que gostaria de destacar, o caso da Lua progredida a dinamizar Saturno que muito bem rege a casa 5, a que de entre outras coisas sugere ensino. Muitas vezes a Lua nesta posição marca uma época de avanço em termos do trabalho que se ambiciona fazer progredir. O que considero estar no caso muito bem retratado com este salto qualitativo no que se refere à imagem e novas propostas. Plutão rege a casa 3 da comunicação, que por Arco Solar iguala o Ponto Cardinal, logo na sua potência máxima e não deve ser por acaso que dinamiza um Sol na casa pública a reger a 8ª, a comunicação ao público de assuntos alternativos e esotéricos. Por último, o Úrano em transito faz um aspecto exacto a Júpiter alinhado com a casa 10 a retratar o optimismo dos pais da criança nesta nova fase.»

A data e hora de lançamento do nosso novo site foi calculada e analisada por esta mesma astróloga, a quem muito agradecemos. Conheça o seu site.

MUITO OBRIGADO, ANA CRISTINA.

MUITO OBRIGADO A TODOS OS NOSSOS LEITORES.

MUITO OBRIGADO ANTÓNIO ROSA E FREDERICO SARAIVA, SEM VOCÊS NADA DISTO SERIA POSSÍVEL!


E ainda:

Hoje Terminei esta aguarela de grande formato


Se pretender adquirir este trabalho pode contactar-me via e-mail.


05 dezembro 2008

Manuel Taraio

Manuel Taraio

1956-2008




A muito pouco tempo e a propósito do falecimento de um grande Mestre e grande amigo meu, Armando Correia, escrevi: "Aos Mestres és-lhes pedido que ascendam tão mais alto quanto a Humanidade necessita que a sustentem."

Julguei não vir a utilizar esta afirmação tão rapidamente, e para o mesmíssimo fim: Homenagear a partida de um grande homem, de um grande Mestre, de um amigo.


Estas duas fotografias, pela sua baixa qualidade não deixam transparecer a incontestável e magnifica técnica deste Pintor, mas conseguem apesar de tudo deixar transparecer a sua extraordinária capacidade de retratar o sonho...

É para mim um privilegio, relembrar os fins de tarde em que Armando Correia, Manuel Taraio, António Ramalho, e eu discutíamos sobre a vida através da arte.

Já lá vão uns anos! Hoje pela natureza do que eu faço (Astrologia), posso dizer-vos que esses diálogos eram visionários. Posso vos dizer, que falávamos destes tempos actuais, um período a nível mundial, de crise, de ventos fortes, de mudanças...

Os Artistas comummente apelidados de contactados, regidos por Neptuno, és-lhes de facto pedido que façam historia, talvez da forma mais perfeita, pois tocam, comunicam, com a alma. Porém não é fácil deixarmos-nos impressionar, pela nossa própria essência, incorporando a ideia em nós, que a sobrevivência a estes tempos, apenas e somente depende da nossa capacidade de aceitar a mudança.

Há vidas que se tocam para a eternidade. No mistério das encarnações descobrem-se, mesmo na escuridão.

Um dia voltaremos a estar juntos, numa enorme oficina estelar.

14 novembro 2008

Cerâmica, Material fazedor de história.

Fotografia Adalgisa Brito

Este é o último exército de Reis Magos que Armando Correia, em co-parceria, com seus filhos Ivo Ximenes e Ruben Correia, produziram. A sua pureza e beleza, reflectem o molde com que os Mestres instruem a Humanidade. Os Artistas comummente apelidados de contactados são os alicerces da humanidade, fazendo muito daquele que é considerado o trabalho invisível. Este trabalho nem sempre é possível traduzir em palavras, porque nem sempre a capacidade de amar é traduzível.

Aos Mestres és-lhe pedido que ascendam, tão mais alto, quanto a humanidade necessita que a sustentem. Armando Correia completaria setenta e três anos no passado dia sete de Novembro, se o seu corpo físico permanece-se entre nós. Contudo não é a sua septuagésima terceira primavera que o tornam presente, amado, querido e verdadeiro Mestre. Dotado de uma grande inteligência, não só Argila nos deixou, mas também inúmeros pequenos grandes escritos, que no Barro imortalizou.

“Contei o set estrelo
bem contado
sobrava uma
a estrela mais brilhante
e navegava
como um cometa
no rio do céu
rumo à foz das nebulosas
tu e eu sabemos
porque segue esse caminho
e porque é feliz nesta jornada.”

Amando Correia
2006

16 agosto 2008


Armando Correia - A Paz e a Lei- Barro Vermelho 1995



Aos Mestres é-lhes pedido que ascendam.

Tão mais alto,

quanto humanidade necessita,
que
a sustentem.

MiM

28 julho 2008

Homenagem, Armando Correia 7/11/1936 - 26/07/2008

S/Título - pastel de óleo Armando Correia


Cântico de Salomão

Beije-me com os beijos da sua boca
melhores tuas carícias do que vinho
o aroma dos teus perfumes é melhor
tua fama é odor que se derrama
por isso as raparigas amam-te
arrasta-me atrás de ti corramos
fez-me entrar o rei em sua penumbra
folgaremos e alegrar-nos-emos contigo
lembrar-nos-emos de teus amores
mais do que o vinho
com razão as raparigas amam-te.


15 junho 2008

Concha Rozas e Magda Moita no mês das Artes em Óbidos

“Maria José” - O Cipreste e o Tigre

Maria José Salavisa possuía uma casa nesta Vila. No seu jardim edificou, e vingou um Cipreste. Hoje, imponente presença, marca o espírito de quem o plantou. Prolonga a natureza desta consciência, que identificava a sua essência. Era assim que Maria José Salavisa, se desenhava.

O Cipreste evoca imortalidade, ressurreição, incorruptibilidade e pureza.

Diz Confúcio: “ Os Ying costumavam planta-los junto dos Altares da Terra”

O Tigre é uma representação superior da consciência, é a consumação, e, integração dos opostos. Ele é o curador, o iniciador, integrando na sua essência o poder de transmutar o antagónico.

“Maria José” - O Cipreste e o Tigre, é uma visão do que esta Figura representa. O seu lugar é junto ao Cipreste, plantado por Maria José Salavisa, na sua casa, hoje Museu Abílio Mattos e Silva.

A concepção deste Tigre não seria possível sem a querença duma corrente de almas que o apoiaram e acarinharam. O seu parto deve-se em especial ao Martinho Fernandes e Ofélia Reis, que sem o seu apoio e amor incondicional, isto não teria sido possível.



13 junho 2008

Mãe e Filha



Na Escola Internacional de Torres Vedras

Inaugura hoje às 20h uma exposição conjunta,

de pintura por Ofélia Reis

e Escultura por Magda Moita

24 maio 2008

MENSAGEM…


MENSAGEM…

Vejamos, de uma forma simples, como, eventualmente pode surgir um trabalho – Uma Obra de Arte.

Uma ideia que nos ocorre! Memórias que nos acompanham… Um número infinito de pontos de partida.

Contudo não há Obra de Arte sem pensamento, mais ou menos explícito.

Hoje não é possível a nenhum artista pensar uma série de trabalhos, sem simultaneamente levar em conta, o Universo em que vivemos. A nossa contemporaneidade. O visitante que procura a Obra de Arte.

Compete ao Artista, através da sua capacidade de comunicar, da sua Força de Expressão, deixar impresso e expresso nos seus trabalhos, todas as emoções que passam, e, atravessam o seu corpo.

Só assim a Obra de Arte adquire o seu sentido mais profundo. Daí resulta a interacção entre a OBRA e o OBSERVADOR. Daí nasce o impacto, a impressão que esse observador receberá e que depois levará consigo para o seu quotidiano.

Ofélia Reis


12 agosto 2007

Fotografia Magda Moita

Menina dormindo translucidamente
nos lençóis de linho.

Teu lábio quieto suspenso do sonho
tem segredos dentro.

Teu gesto parado caiu sobre flores
de caules de prata

e nos pés contidos há caminhos dando
para o arco-íris.

Menina dormindo translucidamente

sobre o meu destino.


Gloria de Sant' Ana

29 novembro 2006

Retiro

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Este gato sou eu.

O meu olhar dirige-se à estrada que irei tomar durante estes dias.

Decidi partir em jeito de retiro.

Vou sem destino.